COMO MOBILIZAR MENTE E CORPO DO CONSUMIDOR – II

Enfoques que explicam como mobilizar o ser humano em sua mente e comportamento – II

Ao analisarmos algumas características individuais que mais chamam a atenção no posicionamento da mídia( propaganda em seu veículo específico ), podemos percebê-los, também, dentro de nossa própria casa, local, reforço de nossa maior convivência e exposição.
Quando falamos da questão, por exemplo, localização da mída, tem lugar melhor para se chamar a atenção do que o local de consumo real e imediato? Tanto localização no sentido de guardá-los, quanto no sentido de se encontrarem no momento, prontos para uso/utilização. E é aí que cada vez que o ser humano/consumidor tem acesso a ele, mais uma vez ele se fixa em sua mente e ação.
Com relação ao tamanho do anúncio, este diz respeito, exclusivamente, a embalagem do produto que se encontra com você, embalagem/produto que um infinito número de vezes é manuseado por você e por toda a sua família durante o dia, a semana, o mês, o ano e assim vai.
O poder de fixação em sua mente pela repetição de vezes que você tem acesso a esta variedade e infinidade de estímulos é gigantesco, ao mesmo tempo não sendo percebido por você, na grande maioria das vezes e onde a ação já ocorre de forma automática e quase que poderíamos dizer: involuntária.
Com relaçao a tipologia de letra e colorido, estes já foram escolhidos por você e continuam a lhe influenciar, no ato da compra, no processo decisório, no ponto de venda e agora, mais e mais estes estímulos não podem e nem serão mais escolhidos e sim acessados diretamente.
A sua atenção e necessiadde/desejo foram estimulados através de ferramentas diversas utilizadas no mercado da propaganda e do marketing. Sendo assim, o consumo é objeto de uma preocupação que engloba uma série de variáveis tanto de fundo psicológico quanto  econômico e social.
O comportamento humano é resultante de várias forças cujo somatório denomina-se campo psicológico. Sendo o ser humano motivado tanto por necessidades básicas, como por desejos e influenciado pelo meio social, o que levará cada indivíduo a construir e adaptar seu campo psicológico particular. A complexidade deste campo psicológico em termos de estudo se deve justamente ao fato de nem todos os processos poderem ser observados diretamente. No modelo comportamental S-R, entre o antecedente estímulo (S) e a consequente resposta ® ou, como querem outros, entre o input e o output se encontram os processo mentais não observáveis e descritos como pertencentes a uma “caixa preta”. Estes processos seriam as variáveis intervenientes como “motivação”, “atitude”, “percepção”, etc. Em paralelo a este temos a Ativação do Ciclo Motivacional, onde o indivíduo se encontra em “equilíbrio” momentâneo e diante de um estímulo, é desencadeado internamente uma energia, que mobiliza uma ação, gerando um comportamento voltado para a satisfação dessa necessidade ou desejo criados na busca da satisfação, que poderá, naturalmente ser atendido ou ter barreiras, as quais exigem do ser humano, para seu equilíbrio e satisfação encontrar formas alternativas de substituição e é aí que o consumidor busca, no seu processo de consumo contínuo, já que o Ciclo Motivacional é um contínuo na vida do ser humano, outras formas de consumo.
Gade, Christine (1980), ressalta que “ Ao analisarmos as proporções entre rendas e despesas relevantes para o consumo apoiados na Lei de Engel temos que, à medidade que a renda cresce, a proporção gasta com alimentação decresce, e a gasta com habiltação e vestuário permanece quase a mesma, sofrendo alteração mínima, talvez aumentando, mas pouco.
Á medida, porém, que a renda cresce, cresce a proporção gasta em supérfluos. Com uma renda maior, passamos a ter uma necessidade maior de luxos, necessidade sempre em ascenção social.”
O que nos faz alertar e colocar os nossos olhos com mais crivo de exigência em nosso lar, pois se neste momento formos analisar o que temos em casa e que decicimos em algum momento pagar por isto, podemos nos deparar com uma gama de itens supérfluos e que geram perdas diversas, sendo a primeira econômica, quando da retirada do produto da loja, do ponto de venda e a outra também tão importante, é quanto a utilidade do bem, que tende a ser minimizada.
Aí passamos a ter a utilidade marginal que corrresponde, segundo Gade, Christiane (1980):
“A capacidade do homem em tirar satisfação de um bem diminui à medida que ele consome este bem. A utilidade total derivada do consumo de mais este ou aquele produto, portanto, aumenta a uma taxa descrescente.”
Ou seja, subutilizamos a utiliadade total do bem, dentro daquilo que nos foi divulgado e, com certeza, logicamente, proposto por nós quando pagamos e decidimos adquirí-lo.
Assim parando e olhando para dentro de nossa casa, podemos perceber como temos muito R$ ( dinehrio ) parado e sem seu correto direcionamento de utilização.
Os países capitalistas, bem como as sociedades em desenvolvimento, com características de base capitalista, possuem extremo interesse em estudar para melhor entender o comportamento do consumidor, ou seja: o que lhe faz comprar isto e não aquilo? O que lhe leva a comprar agora e não depois ou vice-versa? O que gera essa compra e não aquela compra? O que me leva a escolher o azul e não o amarelo? A comer neste restaurante e não no outro? E assim vai a gama de perguntas que necessitam ser respondidas para que possamos continuamente, acompanhar a evolução que se passa na cabeça dos seres humanos/consumidores, bem como poder atender a eles.
Além do que tem como finalidade maior poder canalizar e melhor gerar ferramentas, instrumentos e estímulos específicos que possam mobilizar a mente/comportamento do ser humano/consumidor.

Caso deseje me perguntar: O que hoje na vida não é consumo? Bem, sinceramente que tudo na vida é consumo, direta ou indiretamente falando. Tudo é resultado de uma compra, resultante de um mercado de oferta e demanda que tem sua base na produção, oriundo dos mais diversos formatos.

Ana Lúcia Rique

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