COMO MOBILIZAR MENTE E CORPO DO CONSUMIDOR – I

Enfoques que explicam como mobilizar o ser humano em sua mente e comportamento – I

Segundo Christiane Gade ( 1980, a propaganda é vista e percebida sob ângulo diversos e de formas diversas.
“ O consumidor acredita que a propaganda é, por um lado, cúmplice da inflação porque pressiona para consumir, mas por outro, útil em termos de informação.
A informação dos publicitário é que a porpaganda ao incentivar o consumo ajuda a podução em alta escala e o consequente barateamento dos custos, ajudando assim na contenção da inflação.
Os economistas já acham que a propaganda é um fator inflcionário, mas de mínima importância.
Os empresários também acreditam que a propaganda tem um efeito inflacionário porque trabalha sobre a demanda, induz ao consumo e cria desejos.
Os jornalistas acreditam que a propaganda não tem cumprido seu papel de esclarecer o inddivíduo, uma vez que é comunicação. ( Correira, Flávio Antônio. Seminário Latino –Americano de Publicidade, Gramado,1979)”

Devemos aqui ressaltar que diante de um série de
formas que nos chegam e ficam essas marcas, produtos e serviços, vários são os estímulos que estamos expostos, que vão desde o visual, olfativo, auditivo, tato até o paladar, os quais fazem parte de um grande processo de comunicação que temos com o mundo, para que assim possamos buscar ter uma convivência sadia.

Segundo Martins José S. ( 1992 ) A polarização de um conceito ocorre quando:

“ a mente automaticamente polariza o mercado em função do que considera vantagem e desvantagem e sempre existem oportunidades de posicionamento em função do nível de desinformação do mercado. Por exemplo, no mercado de bancos no Brasil pré existe uma conceituação natural na mente do consumidor em função de sua expectativa, que é a seguinte:
– bancos do estado: líder > oque vem em sua mente?
– bancos nacionais: líder > em qual você pensa?
– bancos internacionais: líder > qual você lembra?

Como as pessoas não têm interesse e tempo para pesquisar todas as categorias de produto, fazem associações em função de suas expectativas, baseadas em sua experiência de vida, que nem sempre corresponde a verdade…”

De acordo com Key, Wilson Bryan (1996),
“ A tecnologia de ponta de persuasão de massas atingiu níveis de sofisticação muito maiores do que a maioria dos indivíduos imagina. Muitos ainda se agarram desesperadamente à ilusão de que pensam por si mesmos, determinam seus prórpios destinos e exercem, tanto individual quanto coletivamente,s eu livre-arbítrio ( o grande mito subjacente à ideologia democrática ); agarram-se à ilusão de que a propaganda age em interesse do consumidor; e, talvez à maior ilusão de todas, a de que podem facilmente discernir entre fantasia e realidade.”

Como podemos perceber, nos encontramos sozinhos frente a uma série de instrumentos e ferramentas que são utilizadas para direcionar a nossa forma de pensar e agir e, ao mesmo tempo devemos buscar formas de conviver com elas de maneira menso manipulativa e sim no dia-a-dia sermos mais racionais nsta relação: consumidor-estímulo-consumido.

Vamos a partir de agora analisar algumas ferramentas que são utilizadas para mobilizar nossa mente/comportamento:

Segundo Key, Wilson Bryan (1996)existem uma série de estratégias subliminares básicas, sendo:
“ num total de seis técnicas audiovisuais por meio das quais a informação subliminar pode ser transmitida, sem ser conscientemente percebida, que aparecem frequentemente na mídia de publicidade.
1-Inversão de figura/fundo ( ilusões sincréticas )
As percepções visuais e auditivas podem ser divididas em figura – conteúdo, primeiro plano, objeto – e fundo, o segundo plano que serve de apoio à figura, o espaço em que a figura ocorre. As áreas periféricas à figura normalmente passam despercebidas e são consideradas irrelevantes. Os homens, inconscientemente, sempre distinguem a figura do fundo, separando os dois. A atenção consciente focaliza a figura, enquanto o fundo fica subordinado e é percebido inconscientemente. Para indivíduos alertas, de percepção sensível, que experimentam todas as dimensões possíveis do objeto da percepção sensível, que experimentam todas as dimensões possíveis do objeto da percepção para poder obter novas e significativas informações, a figura e o fundo aparecem num estado de fluxo contínuo. Num nível baixo de sensibilidade, a figura e o fundo permanecem rigidamente fixos, estáticos, fechados em si mesmos.”
2- Embutir (imagens)
O Departamento de Álcool, tabaco e Armas de Fogo do Ministério da fazenda dos Estados Unidos ( que supostamente regula a publicidade destes setores) inclui em sua publicação News rules and regulations, de 6 de agosto de 1984( veja apêndice), uma definição de enxerto subliminares.
> Uma das formas dominantes das técnicas subliminares foi escrita como a inserção de palavras ou partes do corpo (enxertos) pelo uso de luz e sombra ou pela substituição de formas ou contornos geralmente associados com o corpo humano… O consumidor não percebe estas inserções em um nível normal de consciência, portanto não lhe é dada a opção de aceitar ou rejeitar a mensagem, como ocorre com a porpaganda normal. O departamento e Álcool, tabaco e Armas de Fogo sustenta que este tipo de propaganda é falso e enganoso, sendo proibido pela lei.
3- Duplo sentido
O duplo sentido é frequentemente usado na fina arte da persuasão. Este recurso normalemnte é resultado de uma montagem complexa, cara, trabalhosa e demorada de fazer.
4- Exposição taquistoscópica
Patenteado em 1962 pelo Doutor Hal Becker, um professor da Tulane University Medical School, o taquistoscópio de alta velocidade é um projetor de flashes usado em uma tela de cinema ou mesa de lua para projetar imagens e palavras em alta velocidade. Várias pesquisas demonstraram que a projeção por 1/3000 segundos é a que produz mais efeito no público.
A projeção taqusitoscópica raramente é usada comercialmente.
Os criadores de publicidade usam muitas vezes projeções taqusitocópicas para determinar até onde podem ir com temas tabus subliminares.
5- Luz em baixa intensidade e som e baixo volume
Mais eficaz que as projeções taqusitoscópicas é a luz de baixa intensidade e sua contrapartida auditiva, o som de baixo volume. Vários anos atrás, um executivo da área de pesquisas da Coca-Cola explicou como criar um artifício de indução subliminar que fosse muito eficaz, barato e mais difícil de ser detectado do que a projeção taquistoscópica( ver Key, Subliminal seduction, p.23). Ele ligou um reostato na luz de um projetor de slides. Quando o slide era projetado sobre um filme, a luz era reduzida a um nível imediatamente abaixo do nível em que a imagem podia ser conscientemente percebida.
6- Iluminação e som de fundo
A luz e o som de fundo são dois elementos essenciais nas produções de filmes e vídeos que não são percebdios conscientemente pelo público. Ambos são cuidadosamente construídos para criar o clima às ações e diálogos. Normalmente eles sutentam ou reforçam o que está sendo conscientemente percebido numa determinada cena. Sempre que a luz a luz ou o som de fundo inavadem nossa percepção consciente, eles tornam-se distrações e prejudicam a percepção do todo.
A extensão de uma sombra e mudanças sutis de luz e sombra controlam inconscientemente as intensidades emocionais.Elas podem dar a noção de tempo em uma cena ou criar sentimentos em relação a um personagem que é apenas um pouco diferente dos outros. O segundo plano é iluminado de forma irregular para criar ilusão de profundidade ou sequência para a ação. Cada minuto de cena filmada é estudado para receber a luz aprorpiada. As iluminações do primeiro e segundo planos podem ser integradas através de uma mesa de luz que criam uma grande variedade de efeitos.
A luz, assim como o som, é criada para fornecer ao público ilusões verossímeis.
O uso destas técnicas faz com que o consumidor busque adquirir produtos diversos, com o intuito de ter aquilo que de forma fantasiosa ele oferece, ou seja, seus benefícios.

Ana Rique

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